Finanças Empresariais
Unidade III
Marcela Ribeiro de Albuquerque
Sumário Atividades Autores Referências
Autores
Marcela Ribeiro de Albuquerque
Introdução
Conclusão
Referências
Atividades
Unidade III Fluxo de Caixa e Análise do Capital de Giro
Fluxo de Caixa
Análise do Capital de Giro

Marcela Ribeiro de Albuquerque

Doutorado em Economia pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC.Mestre em Economia pela Universidade Estadual de Maringá – UEM.Bacharelado em Ciências Econômicas pela Universidade Estadual de Maringá – UEM.

Possui graduação em Ciências Econômicas pela Universidade Estadual de Maringá (2005). Mestrado em Teoria Econômica pela Universidade Estadual de Maringá (2011). Doutorado em Economia pela Universidade Federal de Santa Catarina (2014). É professora efetiva da Carreira de Magistério em Ensino Superior do estado do Paraná, na Universidade Estadual do Norte do Paraná – UENP, e coordenadora adjunta do Curso de Graduação em Ciências Econômicas da UENP.

Introdução

Prezado(a) aluno(a)!

Seja bem-vindo(a) à disciplina de Finanças Empresariais!

Meu nome é Marcela, sou bacharel em Ciências Econômicas pela Universidade Estadual de Maringá e Mestre em Economia pela Universidade Estadual de Maringá. Atuo na docência desde 2007, no ensino presencial e a distância, ministrando diversas disciplinas na área de Economia em vários cursos de graduação de Instituições de Ensino Superior públicas e privadas. Em 2012, passei a integrar a carreira do magistério em Ensino Superior no estado do Paraná, sendo servidora efetiva da Universidade Estadual do Norte do Paraná - Campus de Cornélio Procópio. Atualmente, sou coordenadora adjunta do curso de Economia da UENP. Minha área de pesquisa se concentra nos estudos das políticas sociais de combate à pobreza e nas questões relacionadas às desigualdades sociais e concentração da riqueza.

As Finanças Empresariais são uma temática de grande importância para a vida de toda e qualquer organização, empresa. Esse instrumental é extremamente útil, pois conduz as empresas a um processo de reflexão e planejamento de suas funções, competências presentes e possibilidades futuras.

O histórico mais comum nas diversas empresas evidencia que a utilização dos princípios das finanças empresariais ainda é algo relativamente desafiante e com significativo grau de complexidade.

Mediante tal constatação, surge o desafio de combinar um conteúdo didático-pedagógico que contemple a complexidade, quase sempre presente nos conteúdos de Finanças Empresariais, com um conteúdo que seja básico e compreensível, para que você, estudante de pós-graduação, que já é ou será um(a) agente responsável por realizar escolhas importantes em seu ambiente organizacional, inicie ou desenvolva a prática dos princípios das finanças empresariais.

A referida disciplina e este livro estão divididos em quatro Unidades, quais sejam:

  • Unidade I - Análise do balanço patrimonial.
  • Unidade II - Demonstração do resultado do exercício; contas a pagar e contas a receber.
  • Unidade III - Fluxo de caixa e análise do capital de giro.
  • Unidade IV - Aspectos financeiros para vendas.

 

Espero que este livro possa contribuir para a sua formação. Seja bem-vindo(a) ao mundo das Finanças Empresariais!

Unidade III Fluxo de Caixa e Análise do Capital de Giro Marcela Ribeiro de Albuquerque

Considerando os princípios das finanças empresariais, tem-se, dentre eles, um importante instrumento, altamente utilizado pelos gestores, que é o fluxo de caixa. Pressupõe-se que seja algo inerente e natural a toda e qualquer empresa o emprego desse instrumental, já que ele tem a potencialidade em auxiliar no exercício de um controle rígido do caixa da empresa.

Para tanto, verificaremos, nesta terceira unidade, os principais aspectos relacionados à ferramenta fluxo de caixa, bem como a forma de se proceder a análise do capital de giro.

Fluxo de Caixa

A partir da elaboração de um fluxo de caixa, especialmente a projeção deste, a empresa terá condições de identificar se algo ocorreu de errado conforme a projeção realizada e, se necessário, reparar tal “erro”.

De acordo com Zdanowicz (2004, p.19), “o fluxo de caixa é o instrumento que permite ao administrador financeiro planejar, organizar, coordenar, dirigir e controlar os recursos financeiros da sua empresa para determinado período”. Dada a possibilidade de realizar a estimativa das entradas e saídas de recursos da empresa, a organização das finanças será mais correta, uma vez que se torna possível prever eventuais investimentos com as “sobras” de recursos, bem como a busca desses quando ocorrer déficit no caixa da empresa.

Em relação à Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC), aspecto contábil, tem-se que ela é muito importante para o controle financeiro de uma empresa, dinâmica, devendo ser incluída no Balanço Patrimonial. A DFC controla, de forma det al.hada, a origem de todo o dinheiro que entrou no Caixa ou Conta de Movimento do Banco, assim como o destino de tudo o que sai e, também, o resultado desse fluxo.

Com a DFC, o gerente financeiro esclarece determinadas situações divergentes que ocorrem na empresa, como, ao comparar com a DRE, saber o motivo de, mesmo o Caixa estando baixo, a empresa ter alcançado um lucro considerável e não foi capaz de liquidar todas as suas obrigações, ou, ao contrário, o motivo de a empresa ter tido prejuízo no exercício, mesmo que o Caixa tenha aumentado.

 

Fique por dentro

A DFC passou a ser de apresentação obrigatória para todas as sociedades de capital aberto ou com patrimônio líquido superior a R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais). Tal obrigatoriedade vigora desde 01.01.2008, por força da Lei 11.638/2007, e, dessa forma, torna-se mais um importante relatório para a tomada de decisões gerenciais.

 

Para elaborar uma DFC, é necessário: Balanço Patrimonial, Demonstração do Resultado do Exercício, Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados e a Demonstração de Origens e Aplicação de Recursos.

A Demonstração do Fluxo de Caixa pode ser elaborada de duas formas, de acordo com Marion (2006, p. 427):

[...] De posse dos registos da “conta Caixa” (ou livro Caixa), ordenando as operações de acordo com sua natureza e condensando-as, poderíamos extrair todos os dados necessários [...] De posse dos demonstrativos financeiros, uma vez que nem sempre teremos acesso à ficha (ou livro) da “conta Caixa”, lançaremos mão de uma técnica bastante prática, propiciando, assim, a elaboração da Demonstração do Fluxo de Caixa para empresas diversas [...].

 

Ademais, a DFC pode ser apresentada por duas maneiras, pelo método direto ou pelo método indireto. O método direto também é conhecido como Fluxo de Caixa no Sentido Restrito, é considerado como o verdadeiro Fluxo de Caixa, por demonstrar, de forma completa e det al.hada, todos os recebimentos e pagamentos referentes às transações ocorridas no período.

Já o método indireto, também conhecido como Fluxo de Caixa no Sentido Amplo, apresenta elaboração semelhante à DOAR, que analisa, de forma mais abrangente, os itens não circulantes e as alterações dos itens circulantes, excluindo as disponibilidades.

De acordo com Marion (2006), a estrutura da DFC é dividida em três subgrupos:

  • Atividades Operacionais: compreendem as transações que envolvem a realização do objeto social da empresa.
  • Atividades de Financiamento: compostas por todo o tipo de captação de empréstimo e recursos provenientes dos proprietários.
  • Atividades de Investimento: transações de compra ou venda de Ativos Permanentes e Ativos Imobilizados.

 

Vejamos um exemplo de como é elaborado um fluxo de caixa, de acordo com Carneiro & Matias (2011).

Na “Pápien”, seguiu-se o método dos recebimentos e pagamentos, em que o processo foi dividido em três etapas: 1º) projeção de entradas no caixa; 2º) projeção de saídas no caixa; 3º) projeção de superávits e déficits no caixa.

 

1ª etapa

A “Pápien” projetou faturar $ 56.515,00 no mês de janeiro. Porém, como somente 20% dos recebimentos são à vista, no mês de janeiro, haverá uma entrada no caixa de somente $ 11.303,00 (20% de $ 56.515,00). O restante dos recebimentos só ocorrerá no mês de fevereiro, pois 80% das vendas são feitas a prazo, com vencimento após 30 dias. Observe a Figura 3.1.

 

315 Exemplo do orçamento das entradas de caixa Fonte: Carneiro; Matias (2011).

 

2ª etapa

Para projetar os valores que sairão do caixa, o gestor da Tesouraria da “Pápien” buscou dados nos diversos orçamentos de gastos que já havia sido elaborados. Na elaboração de seu orçamento de caixa, a “Pápien” projeta que terá pagamentos no valor de $ 27.000,00 no mês janeiro, provenientes da compra de matérias‐primas efetuadas no ano anterior. No relatório gerencial de saídas no caixa, tal valor é chamado de dívida inicial. Observe a Figura 3.2.

 

325 Exemplo do orçamento das saídas de caixa Fonte: Carneiro; Matias (2011).

 

3ª etapa

Identificando os resultados mensais projetados (superávits ou déficits no caixa), o gestor da Tesouraria pode planejar as estratégias que adotará durante o ano. De forma simplificada, a “Pápien” precisará fazer empréstimos bancários de curto prazo, quando o resultado for negativo (déficit), ou investir o dinheiro excedente, quando o resultado for positivo (superávit). A figura 3 ilustra essa situação.

 

335 Exemplo da projeção do fluxo de caixa Fonte: Carneiro; Matias (2011).

 

314 Fluxo de caixa
Atividades

“Controla de forma det al.hada a origem de todo o dinheiro que entrou no Caixa ou na Conta de Movimento do Banco, assim como o destino de tudo o que sai e também o resultado desse fluxo”. A afirmação refere-se a:

  • Análise de lucros retidos.
  • Controle orçamentário.
  • Demonstração do Fluxo de Caixa.
  • Demonstração do Resultado de Exercício.
Atividades

Para elaborar a Demonstração do Fluxo de Caixa, é necessário dispor EXCETO da:

  • Demonstração de Ordem Tributária.
  • Demonstração do Resultado do Exercício.
  • Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados.
  • Demonstração de Origens e Aplicação de Recursos.
Atividades

Assinale a alternativa que apresente o subgrupo da estrutura da DFC composto por todo o tipo de captação de empréstimo e recursos provenientes dos proprietários.

  • Atividades Rentistas.
  • Atividades Operacionais.
  • Atividades de Investimento.
  • Atividades de Financiamento.
Atividades

Assinale a alternativa que NÃO se refere ao método indireto de elaboração da DFC:

  • Analisa, de forma mais abrangente, os itens não circulantes.
  • Receitas Recebidas (-) Despesas Pagas = Lucro Financeiro.
  • Ajusta-se o Lucro Econômico para apuração do Lucro Financeiro.
  • Faz-se necessário verificar o que acontece com as contrapartidas das contas de resultado.
Atividades

Consistem em formas distintas de realizar a análise financeira de uma empresa:

  • Estática e Tradicional.
  • Moderna e Dinâmica.
  • Estática e Dinâmica.
  • Vertical e Horizontal.
324 Elaboração de um fluxo de caixa

Análise do Capital de Giro

Com o objetivo de atender às necessidades de uma empresa inserida em um ambiente de extrema competição, concorrência, torna-se essencial realizar uma avaliação profunda da saúde econômica e financeira da empresa. Tal avaliação é necessária tanto aos agentes internos à empresa, como exemplo, diretores, colaboradores, acionistas, quanto aos agentes externos, como fornecedores, clientes, bancos etc. Cumprindo rigorosamente esse processo, há uma maior probabilidade de a empresa não incorrer em situações de dificuldades financeiras ou, ainda, perder parcela de mercado.

Há, basicamente, duas formas distintas de realizar a análise financeira de uma empresa: metodologia tradicional ou estática e metodologia moderna ou dinâmica.

A metodologia tradicional ou estática visa reduzir o risco nos processos de tomada de decisão de investimentos em títulos das empresas. É possível focalizar o nível de risco da empresa, bem como o valor econômico que está ligado à geração de caixa da empresa. Tal metodologia pode ser observada sob os aspectos da análise horizontal (estudo comparativo, em períodos consecutivos, da evolução das contas que compõem as demonstrações contábeis); da análise vertical (estudo comparativo, ao longo do tempo, da composição percentual dos principais conjuntos de contas); da análise de liquidez (análise da capacidade da empresa de pagar pontualmente seus compromissos de curto prazo mediante a realização de seus ativos circulantes); da análise econômica (verificação da saúde da empresa por meio de indicadores de rentabilidade).

Já a metodologia moderna ou dinâmica consiste em um modelo integrado de análise que busca explicar as causas das modificações ocorridas na situação financeira de uma companhia. Nessa ótica, a capacidade financeira da empresa é função das decisões estratégicas tomadas pela administração e de diversos fatores de ordem operacional.

Nosso interesse aqui é aprofundar o conhecimento acerca dessa segunda metodologia de análise financeira, ou seja, a análise moderna ou dinâmica, pelo entendimento de que é muito importante ter uma análise financeira que evidencie todo o dinamismo das operações que a empresa realiza diariamente, assim, tendo a real dimensão das necessidades de investimento em capital de giro. A esse respeito, veremos, a seguir, conceitos inerentes à metodologia em discussão.

A análise financeira moderna ou dinâmica trabalha em 3 níveis, conforme pode ser observado na Figura 3.4:

345 Níveis da Análise Financeira Moderna ou Dinâmica Fonte: a autora.

 

Nesse contexto, verifiquemos o conceito geral de capital de giro. O capital de giro representa “a proporção do investimento total da empresa que circula, de uma forma para outra, na condução normal das operações”(GITMAN, 2010, p. 510). Prazos e estoques são os dois fatores mais relevantes a serem considerados na administração do capital de giro. Já o capital de giro líquido (quando os ativos circulantes são maiores que os passivos circulantes, a empresa possui capital de giro líquido positivo; caso contrário, a empresa possui capital de giro líquido negativo), “é em geral definido como a diferença entre os ativos circulantes e os passivos circulantes” (GITMAN, 2010, p. 510).

O valor do capital de giro é obtido pela seguinte fórmula:

Capital de Giro = Patrimônio Líquido - Ativo Permanente

 

De acordo com Santi Filho & Olinquevitch (2009), para que seja viável a análise de um balanço empresarial, faz-se necessário o conhecimento de índices estudados em análise de demonstrações financeiras, a saber a Necessidade Líquida de Capital de Giro (NLCG); Tesouraria (T); Longo Prazo (LP); Capital de Giro Próprio (CDG). Vejamos aspectos de cada um destes índices a seguir.

A Necessidade Líquida de Capital de Giro (NLCG), de forma simples, demonstra o quanto a empresa necessita de capital de giro, sendo uma variável essencial para avaliar a situação financeira da empresa. É importante ressaltar que esse agregado é coerente à metodologia dinâmica ou moderna de realizar a análise finaceira da empresa. Constitui-se pela diferença entre as aplicações de capital de giro e as fontes de capital de giro, conforme é apresentado na seguinte formulação:

A Figura 3.5 ilustra como localizar a Necessidade de Capital de Giro em um Balanço Patrimonial.

 

355 Localização da NCG em um Balanço Patrimonial Fonte: adaptada de Matarazzo (2000).

 

Fique por dentro

Para estimar a Necessidade de Capital de Giro em uma empresa que está iniciando suas atividades, ou seja, em fase de implantação (não apresenta ainda demonstrativos contábeis), utiliza-se o cálculo com base no ciclo financeiro. A necessidade de capital de giro corresponderá ao caixa operacional, ou, ainda, ao montante mínimo de recursos financeiros necessário para garantir a operacionalidade da empresa. Trata-se de uma forma simples de se efetuarem os cálculos, pois o método pressupõe que as despesas projetadas anuais são uniformemente distribuídas ao longo do ano.

 

A Tesouraria (T) trata das outras contas dos grupos do ativo e passivo circulante. Identifica o grau de utilização de recursos de terceiros de curto prazo para financiar as necessidades líquidas de capital de giro da organização. Quando positiva, a variável pode indicar folga financeira da empresa ou, quando negativa, a utilização de recursos de terceiros de curto prazo para financiar as atividades. A fórmula da tesouraria é apresentada a seguir:

Tesouraria = Outras Contas do Ativo Circulante - Outras Contas do Passivo Circulante

 

Nosso terceiro índice, o Longo Prazo, expressa fontes de recursos de longo prazo, financiando as atividades da empresa (quando positiva), ou aplicações de recursos no longo prazo (quando negativa). A variável é obtida pela diferença dos saldos das contas do Exigível a Longo Prazo e do Realizável a Longo Prazo, conforme expressa a fórmula:

Longo Prazo = Exigível a Longo Prazo- Realizável a Longo Prazo

 

Na análise do longo prazo, podem ser identificados desvios de recursos a empresas interligadas, recuperação financeira via parcelamento de tributos, recursos bancários (custo financeiro explícito na Demonstração de Resultados).

Por fim, o Capital de Giro Próprio (CDG) determina o volume de recursos próprios (patrimônio líquido) disponível para realizar as aplicações nos ativos da organização (quando positiva) ou a indisponibilidade de recursos próprios para financiar as imobilizações (quando negativa). A variável é obtida pela diferença das contas do Patrimônio Liquido e do Ativo Permanente, conforme apresenta-se na fórmula:

Vejamos um exemplo que reúne o cálculo desses quatro índices estudados na análise de demonstrações financeiras, conforme o Quadro 3.1:

 

Duplicatas a Receber

87.206

(+) Estoques

39.320

(-) Fornecedores

41.530

(=) Necessidades Líquidas de CDG (NLCDG)

84.996

Ativo Circulante

162.964

(-) Passivo Circulante

184.440

(-) NLCDG

84.996

(=) TESOURARIA

(106.472)

Exigível a Longo Prazo

246.670

(-) Realizável a Longo Prazo

124.260

(=) LONGO PRAZO

122.410

Patrimônio Líquido

284.920

(-) Ativo Permanente

392.664

(=) CAPITAL DE GIRO PRÓPRIO (CDG)

(107.744)

311 Fonte: a autora.

 

Considerando o exposto, podemos concluir que, ao observarmos o Capital de Giro Próprio (CDG), a Necessidade de Capital de Giro (NCG) e a Tesoutraria (T), torna-se possível definir tanto o perfil conjuntural quanto estrutural das empresas, levando em conta a política financeira adotada e o próprio negócio da empresa.

A exemplo, se o resultado da relação entre a NCG e o volume de vendas encontra-se em ascensão, isso deve servir de alerta ao gestor, a fim de que se realize um exame de onde será possível efetuar mudanças para evitar eventuais estrangulamentos de caixa.

 

334 Análise econômica
Atividades

Corresponde à metodologia moderna de realizar a análise financeira de uma organização, assinale a alternativa correta:

  • Instrumento que permite ao administrador financeiro planejar, organizar, coordenar, dirigir e controlar os recursos financeiros da sua empresa para determinado período.
  • Pode ser observada sob o aspecto da análise horizontal.
  • Demonstra, de forma completa e det al.hada, todos os recebimentos e pagamentos referentes às transações ocorridas no período.
  • A capacidade financeira da empresa é função das decisões estratégicas tomadas pela administração
Atividades

Quando se realiza a verificação da saúde da empresa por meio de indicadores de rentabilidade, tem-se um(a):

  • Análise Vertical.
  • Análise Econômica.
  • Break Even Point.
  • Análise Horizontal.
Atividades

Assinale a alternativa que, de acordo com a literatura correlata ao tema, apresente os dois fatores mais relevantes a serem considerados na administração do capital de giro.

  • Prazos e Estoques.
  • Duplicatas a receber e Fornecedores.
  • c) Patrimônio Líquido e Estoques.
  • Prazos e Fornecedores.
Atividades

A seguinte equação expressa qual item? Outras Contas do Ativo Circulante - Outras Contas do Passivo Circulante

  • Índice de Liquidez.
  • CDG.
  • Longo Prazo.
  • Tesouraria.
Atividades

Complete a sentença com os termos da alternativa que julgar correta:

Se o resultado da relação entre a ______ e o volume de vendas encontra-se em _______, isso deve servir de alerta ao gestor, a fim de que se realize um exame de onde será possível efetuar mudanças para evitar eventuais estrangulamentos de caixa.

  • Tesouraria; ascensão.
  • NCG; ascensão.
  • Análise Horizontal; redução.
  • Liquidez; redução.

 

Nesta terceira unidade de nossa disciplina, buscamos assimilar os principais aspectos relacionados à temática do fluxo de caixa e do capital de giro. Vimos que o fluxo de caixa é o instrumento que permite ao administrador financeiro planejar, organizar, coordenar, dirigir e controlar os recursos financeiros da empresa para determinado período. Outro objeto de estudo relevante sobre essa temática consiste em verificar como é construída a Demonstração do Fluxo de Caixa.

Estudamos uma variável chave para avaliar a situação financeira da empresa, que é a Necessidade Líquida de Capital de Giro (NLCG). Esta é coerente à metodologia dinâmica ou moderna em realizar a análise finaceira da empresa.

Por fim, ao observarmos o Capital de Giro Próprio (CDG), a Necessidade de Capital de Giro (NCG) e a Tesoutraria (T) e outras variáveis que foram nosso objeto de estudo nesta unidade, torna-se possível definir tanto o perfil conjuntural quanto estrutural das empresas, levando em conta a política financeira adotada e o próprio negócio da empresa.

 

344 Finanças em dia
Indicação de leitura

Nome do livro: Manual do Fluxo de Caixa - 1ª edição (2012)

Autor: Cleônimo dos Santos

Editora: IOB.

ISBN: 8537918431

A Demonstração do Fluxo de Caixa foi uma das grandes novidades trazidas pela Lei nº 11.638/2007. A obrigatoriedade da elaboração dessa demonstração trouxe grande agitação ao meio profissional. Primeiro, por causa da novidade; em segundo lugar, por se tratar de um antigo anseio da classe contábil.Embora já se tenha passado, quase seis anos desde a entrada em vigor da lei, percebe-se, ainda, uma carência editorial sobre a elaboração da DFC, sobretudo no que diz respeito a sua importância para as empresas em geral e, também, sobre a origem dos valores que a compõem.Diante desse fato, a obra vem preencher essa “lacuna” levando ao leitor conhecimentos e meios para se elaborar a demonstração com segurança e eficiência. A proposta da obra é que o leitor entenda a origem dos valores e rubricas que compõem a demonstração, suas particularidades, utilidade e estrutura de elaboração.Esse livro é indicado para contadores, administradores, gestores e demais profissionais envolvidos com a contabilidade e a elaboração das demonstrações contábeis; estudantes de ciências contábeis e administração. Recomendado como leitura complementar dos cursos de ciências contábeis e administração.

Conclusão

A disciplina de Finanças Empresarias oferta diversos instrumentos que irão apoiar os agentes responsáveis pela gestão financeira de uma empresa para, sobretudo, realizar escolhas, tomar decisões, com um maior grau de segurança, já que estarão fundamentados em preceitos altamente técnicos.

Nessa perspectiva, o intuito foi de trazer a você, futuro(a) ou atual gestor(a) financeiro(a), os principais aspectos, conhecimentos acerca das finanças empresariais, de forma a instrumentalizá-lo(a) e orientá-lo(a) ao melhor processo de decisão em um ambiente empresarial.

Para cumprir com esse fim, estudamos diversos temas inerentes à administração financeira, entre eles: i) a importância da realização do Balanço Patrimonial e sua composição; ii) informações introdutórias sobre finanças corporativas; iii) conceituação e estrutura da DRE; iv) controle de contas a pagar e contas a receber; v) conceituação e elaboração de um fluxo de caixa, bem como da demonstração do fluxo de caixa; vi) indicadores de “Necessidade Líquida de Capital de Giro (NLCG)”, “Capital de Giro Próprio (CDG)”, “Tesouraria (T)”; vii) elaboração de um orçamento de vendas; viii) registro contábil das operações com mercadorias realizadas pelas empresas; ix) precificação de produtos.

Assim, reunimos nesta disciplina ferramentas essenciais à boa, adequada e organizada gestão financeira, elemento essencial às empresas que objetivam ser e se manter concorrentes, dinâmicas, frente a um processo cada vez mais intenso no que concerne à competitividade e conquista de parcelas ainda maiores de mercado e participação nos lucros.

A missão é que tais conteúdos sejam úteis e aplicáveis a você, tanto em cumprir com os fins acadêmicos quanto profissionais, pertinentes ao mercado de trabalho.

Referências

ÁVILA, Carlos Alberto de. Gestão contábil pra contadores e não contadores. [livro eletrônico]. Curitiba: Ibpex, 2012.

BLATT, Adriano. Análise de balanço: estruturação e avaliação das demonstrações financeiras e contábeis. São Paulo: Makron Books, 2001.

CARNEIRO, Murilo; MATIAS, Alberto Borges. Orçamento Empresarial: Teoria, Prática e Novas Técnicas. São Paulo: Atlas, 2011.

GITMAN, Lawrence J. Princípios de Administração Financeira. 12. ed. São Paulo: Person, 2010.

MARION, José Carlos. Aspectos sobre a estrutura conceitual básica da contabilidade. In.: MARION, José Carlos. Contabilidade Básica. São Paulo: Editora Atlas, 2006.

MARTINS, Eliseu; ASSAF NETO, Alexandre. Administração financeira: As finanças das empresas. São Paulo: Atlas, 1985.

MATARAZZO, Dante C. Análise Financeira de Balanços. 6. Ed. São Paulo: Editora Atlas S.A., 2007.

ZDANIWICZ, José Eduardo. Fluxo de Caixa: Uma decisão de planejamento e controle Financeiro. 10. ed. Porto Alegre: Editora Sagra Luzzatto, 2004.

Atividades

Atividades - Unidade III

“Controla de forma det al.hada a origem de todo o dinheiro que entrou no Caixa ou na Conta de Movimento do Banco, assim como o destino de tudo o que sai e também o resultado desse fluxo”. A afirmação refere-se a:

  • Análise de lucros retidos.
  • Controle orçamentário.
  • Demonstração do Fluxo de Caixa.
  • Demonstração do Resultado de Exercício.

Para elaborar a Demonstração do Fluxo de Caixa, é necessário dispor EXCETO da:

  • Demonstração de Ordem Tributária.
  • Demonstração do Resultado do Exercício.
  • Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados.
  • Demonstração de Origens e Aplicação de Recursos.

Assinale a alternativa que apresente o subgrupo da estrutura da DFC composto por todo o tipo de captação de empréstimo e recursos provenientes dos proprietários.

  • Atividades Rentistas.
  • Atividades Operacionais.
  • Atividades de Investimento.
  • Atividades de Financiamento.

Assinale a alternativa que NÃO se refere ao método indireto de elaboração da DFC:

  • Analisa, de forma mais abrangente, os itens não circulantes.
  • Receitas Recebidas (-) Despesas Pagas = Lucro Financeiro.
  • Ajusta-se o Lucro Econômico para apuração do Lucro Financeiro.
  • Faz-se necessário verificar o que acontece com as contrapartidas das contas de resultado.

Consistem em formas distintas de realizar a análise financeira de uma empresa:

  • Estática e Tradicional.
  • Moderna e Dinâmica.
  • Estática e Dinâmica.
  • Vertical e Horizontal.

Corresponde à metodologia moderna de realizar a análise financeira de uma organização, assinale a alternativa correta:

  • Instrumento que permite ao administrador financeiro planejar, organizar, coordenar, dirigir e controlar os recursos financeiros da sua empresa para determinado período.
  • Pode ser observada sob o aspecto da análise horizontal.
  • Demonstra, de forma completa e det al.hada, todos os recebimentos e pagamentos referentes às transações ocorridas no período.
  • A capacidade financeira da empresa é função das decisões estratégicas tomadas pela administração

Quando se realiza a verificação da saúde da empresa por meio de indicadores de rentabilidade, tem-se um(a):

  • Análise Vertical.
  • Análise Econômica.
  • Break Even Point.
  • Análise Horizontal.

Assinale a alternativa que, de acordo com a literatura correlata ao tema, apresente os dois fatores mais relevantes a serem considerados na administração do capital de giro.

  • Prazos e Estoques.
  • Duplicatas a receber e Fornecedores.
  • c) Patrimônio Líquido e Estoques.
  • Prazos e Fornecedores.

A seguinte equação expressa qual item? Outras Contas do Ativo Circulante - Outras Contas do Passivo Circulante

  • Índice de Liquidez.
  • CDG.
  • Longo Prazo.
  • Tesouraria.

Complete a sentença com os termos da alternativa que julgar correta:

Se o resultado da relação entre a ______ e o volume de vendas encontra-se em _______, isso deve servir de alerta ao gestor, a fim de que se realize um exame de onde será possível efetuar mudanças para evitar eventuais estrangulamentos de caixa.

  • Tesouraria; ascensão.
  • NCG; ascensão.
  • Análise Horizontal; redução.
  • Liquidez; redução.